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Andy Warhol foi um importante artista no movimento da Pop Arte. Deixou sua carreira bem sucedida na propaganda para integrar o time dos artistas daquela época.

Deixando a Europa e os seus expressionistas abstratos, e atingindo os Estados Unidos, a pop arte tomou imensas dimensões, das quais podemos citar como influência do conceito de arte duchampiano. A arte pop se caracteriza por se apropriar de imagens e ícones do universo do consumo e da cultura de massa, para torná-las temas e conteúdos de suas obras, fazendo ao mesmo tempo, crítica a indústria da época que obtinha grande influência na vida das pessoas. O movimento queria romper com as belas artes e transformar esses conceitos.

Muitas ideias para a arte pop, foram buscadas e provindas em movimentos de arte do começo do século XX. Talvez possamos comparar os materiais impressos do meio comercial às colagens cubistas. Teve também importante influência do dadaismo e do surrealismo, que por meio de Jasper Johns e Robert Rauschenberg, atingiu a arte norte-americana. 

A obra “O que exatamente torna os lares de hoje tão diferentes, tão atraentes”, de Richard Hamilton, contribuiu para estabelecer os temas dominantes na arte pop. Ao usar anúncios recortados de revistas populares, em sua obra, certamente sabia que atingiria as correntes da moda e os próprios consumidores dessass revistas. Retirando as imagens do contexto original, transformava-as em novas composições. Essa nova representação comercial estava ao alcance de qualquer consumidor de revistas populares, principalmente, pois o acesso era mais frequente e rápido, proporcionando reconhecimento imediato, ao contrário da arte moderna que tinha a intençaõ de causar reflexão entre a obra e o espectador.

Esse movimento revelou vários artistas que trabalhavam utilizando materiais encontrados no meio comercial. Eram artistas, que de certa forma, queriam fugir da geração dos expressionistas abstratos, reconfigurando a mente da cultura do século XX, dentre eles está Andy Warhol.

O estilo de tal arte adotava as propagandas para se compor, com o intuito de fazer com que as pessoas consumissem a obra, propriamente dita, e o que nela estava presente.

  As garrafas de Coca-Cola e as sopas Campbell’s não eram simplesmente obras para servirem de propaganda, já que os produtos apresentados eram de consumo da sociedade, mas significava também a crítica de Andy Warhol ao abundante incentivo do governo ao poder de compra e do consumo padronizado do pós guerra, uma vez que o país estava voltando da guerra e apesar de ser uma grande potência, precisava manter o seu acelerado crescimento econômico, tornando a obra o mais industrial possível. Ressalta também os vários sentimentos por um mesmo ícone ou produto. Tudo o que estava apresentado nas pinturas, eram disponibilizados para quase todas as classes. Dessa forma, os artistas apropriavam-se dos produtos de sucesso no mercado, para reproduzirem em suas obras, fazendo com que o seu próprio trabalho fosse vendido.

Os artistas não escondiam suas fontes, simplesmente apropriavam-se da marca e texto característico das propagandas e reproduziam. Não havia, realmente, nenhuma distância entre a arte final e sua fonte.

Warhol sabia da necessidade de reproduzir imagens reconhecidas e repetidas, para assim, estabelecer a fama por meio da comunicação de massa e aproximar a celebridade ao consumidor. Podemos notificar essa questão nas obras, Díptico de Marylin e Dezesseis Jackies. Devemos lembrar também que todas as serigrafias produzidas por Warhol, especialmente as de Marylin, foram feitas postumamente, firmando o seu desejo por transparecer e fixar a fama. Andy foi reconhecido internacionalmente e obteve valorização em suas  obras. Era quase tão reconhecido pelo mundo todo como Picasso.

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Dica do Jack

“Sempre considerei que escrever fosse o meu dever na terra”

Jean-Louis Lebris de Kerouac, mais conhecido como Jack Kerouac, nasceu dia 12 de março de 1922 e foi um grande poeta e escritor.

Por questão financeira, Jack queria fazer parte do time de futebol americano para ganhar uma bolsa de estudos. Conseguiu a bolsa, porém, por conta de um acidente teve que ficar sem jogar por alguns meses, o levando a frequentar a biblioteca da escola, onde teve seu primeiro contato com autores que influenciaram suas obras.

Kerouac fazia muitas viagens e eram nessas que encontrava inspiração para escrever. O seu modo de escrita era um tanto inovador “Jack usava uma máquina de escrever e uma série de grandes folhas de papel manteiga, que cortou para servirem na máquina e juntou com fita para não ter que trocar de folha a todo momento” (wikipédia). Escrevia muito, as vezes o dia inteiro. Escrevia detalhes dos acontecimentos e romances de sua própria vida.  A sua obra “On the Road”, foi escrita em três semanas.

Apesar de todo o seu talento, sofreu com o sucesso e as críticas logo após publicar “On the Road”, em 1957. Parecia que ele escrevia para sua satisfação pessoal e não estava interessado em ser reconhecido. Jack, pertubado, resolveu se isolar do mundo. Ficou sozinho numa cabana durante dias, bebendo e sofrendo terríveis alucinações. Esse momento foi registrado no livro “Big Sur”. O seu problema só foi piorando. O seu estilo cheio de vida foi dando lugar ao cansaço e a uma mente perdida.

Morreu em outubro de 1969, de hemorragia, provinda de uma cirrose, bem novo, aos 47 anos. Já fazem 41 anos sem Jack Kerouac.

 “Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas pra falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosas velas amarelas romanas explodindo como aranhas através das estrelas” Jack Kerouac

O clássico e o moderno

 David Wark Griffith foi um dos principais diretores do cinema clássico americano. Contribui grandemente para este cinema, tanto na linguagem cinematográfica, na movimentação das câmeras e tomadas em primeiro plano. Foi no cinema clássico que foram criadas as regras para o cinema.

Por conta do clima muito frio em Nova York (onde se localizava os centros de filmagens) e a grande disputa por mercado, fez com que o cinema americano buscasse nova instalação. E essa foi em Hollywood. O cinema clássico servia como entretenimento, e esse gênero resultava em lucro para as produtoras. As histórias daquela época eram também inspiradas nos romances do século XIX e assim, o público sabia que os filmes teriam um final feliz. Eram feitos com a intenção de “fugir” da realidade e transportar o espectador para um mundo cheio de fantasia, fazendo com que esquecessem a sua vida fora da sala do cinema e proporcionar grande felicidade naquele momento. Os heróis, os conflitos e as soluções eram roteiros característicos à época. Além de serem de fácil entendimento. Possuia além dessas características, duas composições importantes: o star system, que consiste em uma fábrica de ídolos, ou seja, havia atores e atrizes fixos, que interpretavam somente um personagem; e o studio system, que baseia-se, no padrão da linguagem e principalmente, na subordinação dos artistas ao produtor. Os estúdios buscaram grandes investimentos para o crescimento do cinema, dentre eles o falado e o colorido.

Para figurar as definições do cinema clássico, podemos constatar no filme “O nascimento de uma nação”, de D. W. Griffith, a alternância entre planos que facilitam a compreensão e organização mental do espectador; planos curtos, onde se podia notar os detalhes que constituiam o filme; as variadas posições da câmera. Nesse filme, Griffith, usou muitas técnicas que ele mesmo inventou de uma maneira bem sensata e que permeiam até hoje.

 Contudo, pós guerra, o cinema se depara com dois movimentos culturais importantíssimos, que visavam contestar o modelo em que tudo era feito e propor mudança, renovação. Um deles foi o neo-realismo italiano, que passou a contar a realidade que estavam vivendo, causando grande reflexão para quem assistia. Eram fiéis à realidade, assim, o herói que antes o público gostava, passa a ser uma pessoa comum, como o público realmente era. Os estúdios foram ganhando outros rumos: as filmagens foram levadas e feitas na rua, numa realidade bem próxima do público e os atores já não eram somente os fixos, como no cinema clássico, mas também os amadores.

Outro movimento, foi o Nouvelle Vague francesa. Baseava, principalmente, na era dos novos cineastas, que apesar de pouca condição financeira, mostravam obras com o intuito de ultrapassar os padrões. Com base na teoria autoral, desenvolvida por Truffalt, o filme tornava-se parte do autor, ou seja, ele passava através do filme, a sua forma pessoal de ver o mundo. Dessa forma, o aperfeiçoamento de como fazer cinema foi crescendo, mostrando cada vez mais a vida cotidiana em todas as suas fases. O herói perde seu total espaço para dar lugar a personagens mais humanos, com problemas, qualidades e imperfeições. Ocasionando questionamento ao público e reflexão sobre o que estava sendo assistido, com a sua própria vida e realidade.

Em contrapartida, talvez para designar o cinema moderno, seja preciso lembrar que, durante os movimentos culturais mencionados anteriormente, ele já estava nascendo, pois aqueles cineastas estavam deixando de produzir para simplesmente entreter, para tornar o filme uma reflexão e uma realidade próxima do público, saindo dos estúdios e tomando as ruas como cenários, buscando a temática do cotidiano. Com o intuito de levar para as telonas um cinema capaz de mexer com o inconsciente das pessoas.

Um filme da época foi “Os incompreendidos”, de François Truffaut. Nota-se grande enfasamento no contexto social. Truffaut critica a educação francesa dos anos 50, por não saberem integrar as crianças na sociedade e elas sem abrigo, sem resposta, buscam consolo nas ruas e cometendo roubos. É um longa destinado aos problemas universais que atingem a todos. É possível notar as câmeras estáticas, tomadas longas e linearidade na narrativa.

Contudo, podemos concluir que o cinema clássico foi um período em que as principais regras do cinema foram criadas. Estas, que no cinema moderno, foram sendo aperfeiçoadas. O modo de montagem, a edição plano e contra-plano, o plano sequência, ou seja, toda a estrutura de como se fazer um filme, são características que difereciam um do outro. Entretanto, a linguagem, a temática, o contexto social, cultural e histórico eram fatores particulares de cada época, ou seja, as realidades eram distintas, sendo importantes diferenças que podemos empregar para distinguir o cinema clássico do moderno.

O cinema clássico criou ferramentas, que até hoje são usadas e renovadas para que cada vez mais o cinema seja reconhecido como arte e atraia mais público.

Dica do Noel

 O blog escolhido para indicação nessa semana, foi o do Gabriel, estudante de Publicidade e Propaganda, que em seu último post, escreveu sobre Noel Rosa.

Aprendiz de bandolin e violão, Noel de Medeiros Rosa, foi um grande sambista e um grande contribuinte do samba de morro. Homem de muitas amantes e adorador da vida boêmia. Sofreu na luta contra tuberculose, consequência de sua morte, que apesar de prematura (aos 26 anos), nos deixou um grande repertório!

Para conferir mais sobre a vida de Noel Rosa, visitem o blog: http://artequecola.wordpress.com

Vamos curtir um pouquinho? Boa música!

A Revolução Cultural

  



No texto, “A revolução cultural”,  Eric Hobsbawn relata como era o papel da família e quão importante significava os seus valores. Porém, em meio a esse relato, mostra a transformação que esses valores sofreram com o passar das décadas.

O casamento formal, que ressultava numa bela família (os pais com seus filhos), era o padrão da sociedade; o divórcio, antes algo tão complicado (tomemos o exemplo do rei Henrique VIII, que pelo fato da igreja católica não ter lhe concedido o divórcio, incentivou a criação de uma nova religião, o anglicanismo), hoje em dia é muito simples o seu funcionamento, tanto que as pessoas estão se casando cada vez menos e se separando mais; as relações amorosas se acabam como um relâmpago.

As famílias de hoje não possuem mais esse preceito de possuir todos os membros, ditados antigamente como a família ideal. Atualmente, vemos um grande avanço: casais homossexuais obtendo a guarda de crianças; mãe solteiras e chefes de família; os pais, mais velhos, abandonados pelos filhos, já que agora o governo oferece instituições que asseguram essas pessoas; as mulheres tendo em suas mãos o controle de nascimento do filho, fazendo o uso de anticoncepcionais. Família passa a ser opção.

É uma visão e realidade totalmente inversa da que era imposta, porém a mudança era inevitável. Contudo, também direcionou uma grande abertura mental, principalmente.

A sociedade estava vivenciando uma revolução em sua cultura, atingindo basicamente os jovens daquela época, dos quais estavam em busca de sua independência e através dessa revolução alcançaram grandes mudanças.

A juventude era uma camada que ainda estava em crescimento, não tinha experiência e assim, poderiam experimentar essas novas transformações. Cada vez mais buscavam seu lugar na sociedade.

O rock faz parte de sua marca registrada e com êxito, internacionalizaram esse modo musical e também resgataram o que, nas classes baixas e em todas as regiões, estava acontecendo, tornando essa junção numa cultura global.

Os  jovens conseguiram alcançar o que jamais outros jovens alcançara. A Era de Ouro proporcionava-os, emprego e assim uma maior condição financeira. Essa oportunidade influenciava, até mesmo, no orçamento da família. Enfim, essa camada juvenil teve grande expressão no início e no decorrer dessas mudanças.

Com esses exemplos, podemos concluir que essa revolução tomou direções econômicas e sociais importantes para o desenvolvimento da cultura do mundo, onde o indivíduo passa a ter mais controle sobre a sociedade em si. As novas fomas de vida continuam sendo transformações que hoje, são de grande valor, já que fomos acostumados com essa facilidade de obter o que necessitamos e o que queremos. Segundo o autor já “não há sociedade, só indivíduos”.



Dica do Benny

A minha dica cultural da semana é a indicada na semana passada pela estudante de jornalismo, Vilcyene. Em seu blog contou toda a biografia do Rei do Swing, Benny Goodman.

Benjamin David Goodman nasceu em 30 de maio de 1909 em Chicago. Aprendeu a tocar clarinete, enquanto seus irmãos aprenderam tuba e trompete. Parece até que sabia da futura importância desse aprendizado, do qual incentivou milhares de jovens a tocarem clarinete.

O Rei tocou com os maiores nomes do jazz, como Louis Armstrong, Count Basie, dentre outros. Em 1986, com 77 anos veio a falecer. Porém nos deixou grandes sucessos para serem ouvidos e admirados. Abaixo, segue uma mostra de seu talento “Don’t Be That Way”

Para quem quiser saber mais sobre Benny, é só acessar o blog: http://culturaeopiniao.wordpress.com/

O Expressionismo Alemão foi criado em junho de 1905, englobando a pintura, a poesia, o cinema e o teatro. Por estar presente na Alemanha, sofreu com o início da Primeira Guerra Mundial, ocasionando assim o seu desaparecimento momentâneo. Mas em 1919, o expressionismo alemão ressurge no cinema com o filme “O Gabinete do Doutor Caligari”, abrindo o leque para tantas outras obras.

O cinema no Expressionismo Alemão se caracteriza por seus temas sombrios, por seus cenários urbanos, por seus personagens, com maquiagem e expressões exageradas, onde a razão foi perdendo o seu valor, dando lugar a expressão do sentimento.

Através desse novo movimento, os realizadores expressavam a sua visão de mundo, expunham a sua realidade, mostrando e criticando a sociedade e política da época, como por exemplo no filme “Metropolis”, de Fritz Lang, produzido em 1927. Lang expressa, de uma forma oculta a Alemanha daquele tempo.

“Metropolis” foi marco inicial da ficção científica no cinema. Com cenários urbanos repletos de aviões e grandes prédios, somos apresentados a uma cidade do século XXI, em 2026.. A população estava dividida em duas classes: a operária e a dominante.

Enquanto a classe operária, essencial para o funcionamento das máquinas e da própria cidade, trabalhavam e viviam no subsolo, a classe dominante e o Mestre, comandavam e habitavam a superfície da cidade. A desigualdade já se fazia presente, descrevendo assim, uma visão de futuro em que sempre haverá duas classes, onde os pobres serão explorados e dominados para a satisfação e bem estar dos ricos.

Fritz Lang apresenta uma preocupação com a vida mecânica industrial nos grandes centros urbanos, onde a importância do sentimento humano é perdido. Critica de uma forma bem inovadora e cheia de tecnologia a sociedade em que estava submetido, fazendo mençaõ também à sociedade que ainda estava por vir. O ápice do filme se dá quando o Mestre e o líder dos trabalhadores firmam a paz, simbolizando assim a metáfora citada no filme ” O mediador entre a cabeça e as mãos dever ser o coração.”