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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

“Hair”, dirigido por Milos Forman, foi lançado em 1979, é um filme inspirado no musical que fez bastante sucesso, mesmo sendo alvo de muitas críticas por seu conteúdo recheado de nudez, sexo, drogas, e claro, questões políticas. Dessa forma, nos conta sobre o conflito existente na década de 1960 nos EUA decorrente a guerra do Vietnã. Enquanto uns estavam dispostos a servir seu país, os jovens hippies eram contra a guerra, portanto, queriam paz e muita união.

Claude (John Savage) vai à Nova York alistar-se para a guerra, porém, nesse tempo conhece um grupo de hippies, estes contrários a guerra e militantes pela paz comandados por Berger (Treat Williams), que, como o seu grupo de amigos, possui conceitos nada convencionais em relação ao comportamento social e tenta convencer Claude dos absurdos da atual sociedade.

O filme também destaca o grande companheirismo e coletividade daquele grupo de hippies. Não foi só pelo grupo de hippies que Claude se interessou quando chegou de Oklahoma, também se apaixonou por uma jovem de família rica, Sheila (Beverly D’Angelo).

Partes como “O presidente dos Estados Unidos de Amor” cantado pelo personagem negro, me fez lembrar a atual situação dos Estados Unidos, tendo como presidente o Obama. Sei que as fases são bem distintas, mas foi uma observação inevitável.

Outra questão relevante é o incomodo das pessoas com os homens que deixavam seu cabelo crescer. Caso algum tivesse o cabelo comprido, este seria homossexual, como o questionamento feito para um dos personagens.

Forman equilibrou em um único filme o pensamento hippie e a crítica sobre os mesmos. “Hair” tornou-se um marco na contra-cultura; conseguiu introduzir alguns padrões influenciando os musicais que viriam futuramente.

As músicas, os diálogos, o ritmo, utilizados por Forman, são capazes de permitir argumentos inteligentes e simples adequados para um filme bem descontraído, porém sem nunca deixar de ser bem argumentado, como foi o caso do filme “Hair”. Que tal mergulhar nesse mundo cheio de liberdade e de muita paz?! Abaixo tem uma prévia desse maravilhoso filme.

Fontes: http://www.simplessolucoes.com.br/blog/category/dica-de-video/page/2/

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Cultura da Reciclagem

 O universo da arte moderna e contemporânea, como foi falado durante todo o período do blog, passou por inúmeras transformações, essas muito importantes para a história da arte. E para finalizar nosso conteúdo e nos despedir dessa tarefa que durou todo o semestre, foi nos dado a oportunidade de discutir a relação entre a originalidade e a citação/releitura na arte contemporânea, e é nesse contexto de originalidade que inicio o último post avaliativo.

No mundo da arte nada que seja do passado deixa de ser lembrado, muito pelo contrário é a partir de tudo já existente que são feitas as recriações e tudo isso de forma bem inovadora sempre. Tudo que é retomado é uma forma de ser citado e assim tornou-se um bem muito importante para a arte.

As novas ideias que estavam surgindo foram sendo conhecidas como uma reciclagem do que já havia acontecido, resgatando elementos esquecidos para torna-los reconhecidos novamente. Um dos assuntos mais citados está ligado à sociedade de consumo, já que esta questão está sempre presente na vida da sociedade, por exemplo, a influência da moda dos anos 30, 40, 50 com a saia de cintura alta, que hoje é uma das tendências da moda e as leggins, direto dos anos 80 que também foram retomadas para a moda atual. Contudo, toda citação é um apanhado do significado passado com a sociedade atual.

E uma das definições que existe para essa reciclagem, chamamos de sampler, uma forma ampla da citação que utiliza uma parte ou um pedaço de uma música para criar outras novas, ou seja, é uma apropriação capaz de recontextualizar. Para ilustrar esse conceito, tomo como exemplo o rapper Kanye West que se apropriou de alguns trechos do rock progressivo do conjunto inglês King Crimson para compor seu repertório.

Kanye West – Power

King Crimson – 21st century schizoid man

  “Além de facilitar a composição a partir dos sons, o funcionamento do sampler sinaliza para a possibilidade de explorar a reutilização de materiais como técnica para produzir textos, imagens e música, e pode ser associado às diversas formas de colagem e apropriação produzidas na história da arte e da literatura.” (texto de Marcus Bastos,  “Cultura da reciclagem”).

Com isso a originalidade passa a ser apenas uma invenção da modernidade. Quer dizer, ser original sempre foi importante, porém, a originalidade mudou o seu conceito, quando passou a ser uma coisa encontrada facilmente, tendo como consequência à perda do seu valor de ser algo original, já que todos passaram a ter acesso facilitado. Portanto, para que criar algo novo se todo já conhece tudo? A saída é se apropriar e recriar a partir de tal.

Outra forma de reciclagem é o Maschup, um dos gêneros que ao mesmo tempo em que é inédito, carrega as características dos conteúdos originais. Na música é feito através da utilização de duas músicas diferentes, remixando-as, e criando assim uma terceira. O maschup representou uma grande virada do século XX, dispondo intimidade entre música e estilos totalmente diferentes. Na comunicação, apropria-se de duas ideias diferentes, para então criar uma terceira.

“No entorno do universo inaugurado pelo sampler, as práticas de reutilização, apropriação e reciclagem de mídias invertem o lugar do anônimo. Nesse contexto, reciclar é marca de uma sociedade em que o excesso e a velocidade interessam porque não são nossos.” (texto de Marcus Bastos, “Cultura da Reciclagem”).

Fontes: Texto de Marcus Bastos, Cultura da Reciclagem

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/05/novo-single-de-kanye-west-traz-sampler-de-king-crimson.html

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Keith Haring

“Se o neo-expressionismo chamou muita atenção no final da década de 1970 e durante a década de 1980, o agora esquecido movimento grafite teve a mesma sorte. A arte do grafite […] era uma forma de autóctone de expressão criativa. O grafite parecia ser uma continuação legítima da arte pop. (livro de Edward Lucie-Smith, Os movimentos artísticos a partir de 1945 – capítulo: “Os Estados Unidos – Da década de 1970 à década de 1990”).

Nesse contexto, entre os principais artistas da arte do grafite está Keith Haring, um dos grandes artistas plásticos da década de 1980.

 

Haring nasceu na Pensilvânia e desde cedo mostrou o seu interesse pelo desenho. Cursou artes, porém antes mesmo de concluir o curso, transferiu-se para Nova York onde estudou na School for Visual Arts, tendo como professor o famoso artista conceitual Joseph Kosuth. Representou também uma das contradições na arte em vista das influenciadas em Nova York. Experimentou a performance, o video e as instalações.

Keitj Haring queria um tipo de arte que fosse pública e não conseguia pensar em arte separada da vida real. Começou a desenhar no metrô em painéis preto e vazio onde seria colocado propagandas, usando giz (meio mais barato para desenhar). Segundo Keith, a tinta óleo ou acrílica nunca foram meios essencias, básicos de expressão.

 Abusou de todas as maneiras para que sua arte fosse conhecida e divulgada, não somente usando as exposições como forma de propagação, mas também as ruas e a criação de sua própria loja em 1986. A Pop Shop era uma extensão de seu trabalho onde vendia suas criações, proporcionando grande contato com as pessoas, já que estas podiam comprar camisetas chaveiros, relógios e etc, por um preço menor.

Dentre suas características artísticas é possível notar sua abordagem por traço simples e grosso, porém cheio de emoção; cores vibrantes e bem expressivas; noção de movimento. Expressava seus conceitos de amor, sexo, nascimento, morte, liberdade, paz, preconceito.

O amor em seus trabalhos pode ser reconhecido através de suas obras repletas de corações, transmitindo realmente essa questão:

 O contato com o hip hop também está presente em suas obras, sendo o grafite um dos viéis dessa cultura. Os jovens daquela época, passaram a aprimorar seus grafites e técnicas despertando o interesse de outros, como aconteceu com Keith.

Dedicou muito do seu tempo ao público, sempre transmitindo mensagens de cunho social, suas obras foram usadas também na luta contra o apartheid sul-africano.

Desde quando descobriu ser portador da AIDS, ele inaugurou a Keith Haring Foudation, sendo então uma forma de arrecadar fundos para as campanhas de conscientização e ainda ajudar em projetos infantis, aproveitando para também aumentar seu público e divulgar suas obras.

Usou sua fama para falar de sua doença e incentivar a prevenção da AIDS, em seus últimos anos de vida (este morreu aos 31 anos, vítima de algumas complicações consequentes de sua doença), apropriando de seu próprio problema de saúde para ajudar as pessoas a enfrentarem a grande batalha até hoje assistida, a AIDS.

Para ilustrar essas afirmações, é possível analisa-los nas seguintes imagens:

Apesar de uma vida artisticamente curta (10 anos), foi capaz de deixar um grande legado, este influenciando a sociedade até os dias de hoje, como por exemplo, a coleção assinada por Jean-Charles Castelbajac em 2002.

Fontes:

Livro de Edward Lucie-Smith, Os movimentos artísticos a partir de 1945 – capítulo: “Os Estados Unidos – Da década de 1970 à década de 1990

http://stelladauer.wordpress.com/category/artista/

http://artistoria.wordpress.com/?s=keith+haring

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Ana Cristina Cesar

“As década de 70 e 80 foram uma época de ouro do conto, da crônica e da poesia no Brasil. Vários escritores surgidos ou consagrados no período optaram por estes formatos literários para fomentar carreiras bem-sucedidas.”

E é neste contexto que falarei sobre Ana Cristina Cesar, grande musa da poesia marginal, escritora e tradudora.

Ana Cristina Cruz Cesar nasceu no dia 2 de junho de 1952 no Rio de Janeiro. Começou a escrever ainda pequena (aos 4 anos), antes mesmo de saber escrever realmente, ditando suas poesias para sua mãe escreve-las. Sempre foi apaixonada pela escrita. Fez intercâmbio na Inglaterra , traduções, faculdade de letras na Puc, mestrados, pesquisas literárias.

Ana Cristina aos 4 anos

 Na década de 70 começou a publicar seus textos e poemas em revistas e jornais. Ana C. como era conhecida, fez parte da poesia marginal. Esta foi um caminho alternativo pelo qual os poetas da época buscaram para expressarem livremente em tempo de ditatura, sendo assim uma prática poética, porém sem padrões estabelecidos. As poesias foram sendo levadas às ruas, bares e praças, estes sendo meios alternativos de divulgação que fugiam da censura instaurada no país em 1964. Todos os recursos que pudessem ser impressos e que expressassem suas poesias eram utilizados, assim como, folhetos, camisas, apresentações. Através de mimeográfos (máquinas à base de alcool e papel caborno), imprimiam os livros e depois grampeavam ou apenas dobravam. Tudo bem artesanal. O modo que faziam esses livros não importava, pois o que queriam realmente era mostrar o conteúdo.

Sonho Rápido de Abril

As ambulâncias se calaram
as crianças suspenderam a voracidade batuta
dois versos deliraram por detrás dos túneis
moleza nos joelhos
mão de ferro nos peitinhos
tristeza suarenta, locomotiva, fútil
patinho feio
soldadinho de chumbo
manto de jacó, escada de jacó
sete anos de pastor
estrela demente desfilando na janela
de repente as ambulâncias estancaram o choro
voraz dos bebês.

As poesias de Ana Cristina caracterizam-se por terem um som mais confessional, este não podendo ser enganado pois o toque de intimidade que ela proporcionava, fazia parte da escrita; textos curtos; cartas; páginas de diário; poemas fragmentados. Dessa forma é complicado determinar uma única preferência da autora, apesar da mesma utilizar alguns recursos poéticos, intimidade, conversas ao pé do ouvido. Foi a criadora de poemas que demonstrassem a sensibilidade da mulher moderna, despertando assim, o interesse do leitor por ser uma escrita que escondesse a intimidade de uma mulher.

Sua formação familiar prorporcionou que Ana C. construisse importantes obras apesar de sua morte precoce, aos 31 anos, sendo sua própria vítima (ela suicidou no dia 29 de outubro de 1983, depois de várias outras tentativas).

Entre seus principais livros estão: A Teus Pés (1982), Inéditos e Dispersos (1985), Correspondência Completa (1979), Cenas de Abril (1979), Literatura não é documento (1980). Há também livros publicados postumamente, como 26 Poetas Hoje, de Heloísa Buarque.

Entre muitos dos seus textos está “Tu queres Sono: Despe-te dos Ruidos”, este podendo ser contemplado abaixo. Neste é possível notar sua confissão de que é preciso esquecer do mundo, dos ruidos, do trânsito, para se ter sono, para ficar tranquilo. Porém, abandonar estas coisas, assim como abandonar os nossos problemas é tão difícil quanto abandonar o sono, a solução.

 
 
  

Entrevista, onde amigos falam sobre a sua personalidade.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

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Nasceu no Rio de Janeiro. O artista foi pela primeira vez a uma escola aos dez anos, sendo influenciado pelo pai, José Oiticica Filho, importante fotógrafo brasileiro. Começou a estudar pintura com Ivan Serpa, após ter contato com obras de diversos artistas como, Paul Klee, Alexander Calder, Piet Mondrian e Pablo Picasso. Nesta época, passou a conviver com Lygia Clark, Ferreira Gullar e Mário Pedrosa. Suas obras eram pinturas geométricas sob guache e cartão.

Fez parte da representação do Brasil na exposição internacional de arte concreta em 1960 na Suiça. Também esteve presente em diversas coletivas de vanguarda, bem como a “Opinião 65” e a “Opinião 66”, Vanguarda Brasileira e Nova Objetividade Brasileira, entre 1965 e 67 no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, expôs ainda na Bienal de São Paulo nos anos de 1957, 1959 e 1965 e na Bahia em 1966.

Oiticica até 1959 conservou os veículos e suportes tradicionais da pintura. Reduziu seus quadros da época a efeito de textura obtido com a aplicação de branco. Nesses quadros notava-se a tendência do artista superando o plano bidimensional, pelo uso da cor com evidentes intenções espaciais.

Espantou a elite quando passou a frequentar a  escola de samba da Mangueira, tornando-se passista. Nesse mesmo fundo, cunhou a frase “Seja marginal, seja herói”, quando um bandido foi morto em confronto com policiais.

As pessoas não imaginam o significado ousado do Hélio ao se integrar na comunidade mangueirense. Foi a partir dessa aproximação com a cultura popular que o termo parangolé surgiu. Este consiste em manifestações ambientais, compostas por tendas, estandartes e bandeiras coloridas com poemas escritos em tinta sobre o tecido a ser vestido. Sendo uma pintura viva e ambulante, uma escultura móvel, podendo ser entendida somente com os movimentos após ser vestida.

Entre suas obras mais importantes também está a “Tropicália”. Esta inspirou e deu nome ao movimento cultural brasileiro que mudou a música, o design, o cinema, a moda e as artes do país nos anos 70.

Alguns metaesquemas feitos com guache sobre papel onde o quadrado e o retângulo dão impressão de movimento, mobilidade.

Um ano depois de sua morte, seus irmãos Cesar e Cláudio criaram o Projeto Hélio Oiticica, com o intuito de preservar material e obra do artista, incluindo àqueles que não foram destruídos no incêndio ocorrido em 2009.

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É duvidoso pensarmos em uma única definição de performance, afinal, é uma palavra utilizada em diversos momentos. Mas podemos salientar que a performance nas artes visuais é uma forma artística que faz uso do próprio corpo do artista, estendida como uma categoria aberta e sem limites, que combina composições do teatro, da música, da poesia.

As vanguardas européias começaram a questionar a arte produzida pela academia, e desse modo já se podia notar ações que resultaram em grandes mudanças nos padrões, como ocorreu no futurismo, no dadaísmo, no surrealismo, iniciando, então, novos caminhos e formas de produção para as artes visuais. Porém, a partir do segundo pós-guerra, essas ações se tornaram frequentes, assim como suas denominações: happening, aktion, Fluxus, ritual, demonstration, direct art, destruction art, event art, dé-collage, body art, essas creditadas ao processo de um único artista ou grupo. Entretanto, as diferenças estilísticas que tinham todas essas denominações foram agrupadas, formando assim, uma única forma de performance.

Surgiu com o intuito de romper com os suportes convencionais, de rejeitar o sistema comercial da época, como o museu e galeria, e fazer junção entre arte e vida. A performance está associada e presente na construção de diversos trabalhos, esses na forma de vídeos instalações, desenhos, filmes, etc. Na década de 1960, surgiu a performance como modalidade artística com o grupo Fluxus. Neste podemos verificar um importante artista alemão, Joseph Beuys, que em uma de suas performances, conhecida como Eu Amo a America e a America me Ama, ficou três dias enrolado a um feltro, na companhia de um lobo.

A performance (planejada, elaborada) está relacionada ao happening (imprevisível), porém neste, o espectador participa da cena apresentada pelo artista e a performance, de maneira geral, não exige participação além do artista. Contudo, também não quer dizer que nunca haverá a participação do público.

Os cursos ministrados por John Cage, merecem destaque na trajetória da performance, assim como o desenvolvimento que denominaram pesquisas-composições, nas aulas de composição, repensando a música de outra forma, além da sucessão de notas. Objetos de todos os tipos passaram  a ser utilizados para a performance ser feita. Entre os repertórios para o estudo de performances, estão as apresentações nos Festivais.

Outra questão que merece destaque, são as ações performáticas em Viena nos anos 1960. Muitos artistas apresentavam uma série de rituais performáticos, estendendo a pintura de ação como provocação de libertar a energia que estava reprimida, por meio de atos de purificação e redenção ao sofrimento, sendo este denominado Acionismo Vienense. Também em Viena, as cidades passaram a ser os principais espaços alternativos de grande número de performances, denominado cinema expandido. Para ilustrar essa afirmação, não podemos deixar de citar a Following Piece, de Vito Acconci. Essa ação foi registrada em diversas fotografias e consistia em seguir uma pessoa pelas ruas, e se ela entrasse em algum lugar privado, o seguidor não podia entrar. Durante um mês, cada dia uma pessoa diferente.

 Outra artista, Sophie Calle, seguiu um homem da plataforma de uma estação de trem, prosseguindo pelos corredores, até que o perdesse de vista. Também presente nesse mesmo contexto está o trabalho Genital Panic, realizado dentro de um festival de cinema, sendo que durante 15 minutos a própria artista vestia uma calça cortada deixando os seus genitais à mostra e apontava uma arma para o público.

Muitos artistas exploravam suas resistências físicas e psicológicas, transpassando-as através de performances contestadoras, na maioria das vezes. Chris Burden, “rastejou sobre um piso coberto de vidros quebrados, levou tiro e foi crucificado sobre um carro” (p.19). Porém, a performance de maior risco feita pelo artista, foi a Deadman. Ele ficou durante um tempo, enrolado em um saco numa via de trânsito em Los Angeles. Saiu ileso, pois houve uma notificação de emergência falsa, pondo fim à sua obra e consequentemente, foi preso pela policia local.

A relação dos artistas com os espectadores tornou-se tema que marcou época, pois o contato entre os mesmos passaram a ser indispensável para o entendimento das performances.

O historiador de arte, Gregory Battcock, em seu livro descreve que a performance abrangeria a imaginação de um maior número de artistas no futuro, do que qualquer outra forma de arte.

Fonte: Texto introdutório do livro “Performances nas artes visuais”, de Regina Melim

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John Lennon, George Harrison, Paul McCartney e Ringo Starr, faziam parte de uma das maiores e bem sucedidas bandas de rock. Foi formada em Liverpool, na Inglaterra, em 1956, para nunca mais ser esquecida. Os garotos de Liverpool fizeram sucesso mundial, principalmente nos anos 60, contribuindo também com a revolução cultural que a sociedade viveu naquela época. Todo o sucesso se fez devido ao modo revolucionário que exerciam. Suas músicas com letras contestadoras e revolucionárias atingiram, principalmente, os jovens (grupo que vivia em busca de sua independência e mudanças). O rock passou a ser marca registrada dessa camada e com isso podemos perceber por que os Beatles se tornaram grandiosos. Porém, não foi só na música que a sociedade teve influência. Foi uma mudança geral, interferindo no corte de cabelo e na forma de ser dos jovens daquela geração.

“Os Beatles provaram ser ainda mais competentes na capitalização dos novos meios de comunicação, e ajudaram a transformar a aparência da cultura ocidental” Trecho do livro “Arte Pop”, de David McCarthy.

O rápido sucesso da banda, causou muito estresse e apreensão, principalmente em John, que aproveitou esse momento e o eternizou escrevendo a canção “Help!”, com a ajuda de Paul Mc Cartney. Essa parceria era constante. As vezes escreviam totalmente sozinhos, noutras estavam sozinhos mas tinha ajuda um do outro. Apesar de ter colaborações ou não, as músicas eram sempre creditadas aos dois.

Lennon admirou-se dizendo que esta era a sua melhor música escrita. Vamos curtir um pouquinho? Abaixo tem a tradução. Aproveitem!

Socorro!
Socorro! Eu preciso de alguém
Socorro! Não de qualquer pessoa
Socorro! Você sabe que eu preciso de alguém
Socorro!

Quando eu era jovem, muito mais jovem do que hoje
Eu nunca precisei da ajuda de ninguém para nada
Mas agora esses dias se foram
E eu não estou tão seguro de mim mesmo
Agora eu decidi mudar meus pensamentos
E abri as portas

Ajude-me se você puder, eu estou me sentindo desanimado
E eu apreciaria ter você por perto
Ajude-me a colocar meus pés de volta ao chão
Você não vai, por favor, por favor, me ajudar?

Agora minha vida mudou de muitas maneiras
Minha independência parece desaparecer na neblina
E cada vez que isso acontece, eu me sinto muito inseguro
Só sei que eu preciso de você
Como eu nunca tinha feito antes

Ajude-me se você puder, eu estou me sentindo desanimado
E eu apreciaria ter você por perto
Ajude-me a colocar meus pés de volta ao chão
Você não vai, por favor, por favor, me ajudar?

Quando eu era jovem, muito mais jovem do que hoje
Eu nunca precisei da ajuda de ninguém para nada
Mas agora esses dias se foram
E eu não estou tão seguro de mim mesmo
Agora eu decidi mudar meus pensamentos
E abri as portas

Ajude-me se você puder, estou me sentindo desanimado
Eu apreciaria ter você por perto
Ajude-me a colocar meus pés de volta ao chão
Você não vai, por favor, por favor, me ajudar?

Você não vai, por favor, me ajudar, me ajudar, me ajudar?
Oh

 

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