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Archive for dezembro \05\UTC 2010

“Hair”, dirigido por Milos Forman, foi lançado em 1979, é um filme inspirado no musical que fez bastante sucesso, mesmo sendo alvo de muitas críticas por seu conteúdo recheado de nudez, sexo, drogas, e claro, questões políticas. Dessa forma, nos conta sobre o conflito existente na década de 1960 nos EUA decorrente a guerra do Vietnã. Enquanto uns estavam dispostos a servir seu país, os jovens hippies eram contra a guerra, portanto, queriam paz e muita união.

Claude (John Savage) vai à Nova York alistar-se para a guerra, porém, nesse tempo conhece um grupo de hippies, estes contrários a guerra e militantes pela paz comandados por Berger (Treat Williams), que, como o seu grupo de amigos, possui conceitos nada convencionais em relação ao comportamento social e tenta convencer Claude dos absurdos da atual sociedade.

O filme também destaca o grande companheirismo e coletividade daquele grupo de hippies. Não foi só pelo grupo de hippies que Claude se interessou quando chegou de Oklahoma, também se apaixonou por uma jovem de família rica, Sheila (Beverly D’Angelo).

Partes como “O presidente dos Estados Unidos de Amor” cantado pelo personagem negro, me fez lembrar a atual situação dos Estados Unidos, tendo como presidente o Obama. Sei que as fases são bem distintas, mas foi uma observação inevitável.

Outra questão relevante é o incomodo das pessoas com os homens que deixavam seu cabelo crescer. Caso algum tivesse o cabelo comprido, este seria homossexual, como o questionamento feito para um dos personagens.

Forman equilibrou em um único filme o pensamento hippie e a crítica sobre os mesmos. “Hair” tornou-se um marco na contra-cultura; conseguiu introduzir alguns padrões influenciando os musicais que viriam futuramente.

As músicas, os diálogos, o ritmo, utilizados por Forman, são capazes de permitir argumentos inteligentes e simples adequados para um filme bem descontraído, porém sem nunca deixar de ser bem argumentado, como foi o caso do filme “Hair”. Que tal mergulhar nesse mundo cheio de liberdade e de muita paz?! Abaixo tem uma prévia desse maravilhoso filme.

Fontes: http://www.simplessolucoes.com.br/blog/category/dica-de-video/page/2/

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Cultura da Reciclagem

 O universo da arte moderna e contemporânea, como foi falado durante todo o período do blog, passou por inúmeras transformações, essas muito importantes para a história da arte. E para finalizar nosso conteúdo e nos despedir dessa tarefa que durou todo o semestre, foi nos dado a oportunidade de discutir a relação entre a originalidade e a citação/releitura na arte contemporânea, e é nesse contexto de originalidade que inicio o último post avaliativo.

No mundo da arte nada que seja do passado deixa de ser lembrado, muito pelo contrário é a partir de tudo já existente que são feitas as recriações e tudo isso de forma bem inovadora sempre. Tudo que é retomado é uma forma de ser citado e assim tornou-se um bem muito importante para a arte.

As novas ideias que estavam surgindo foram sendo conhecidas como uma reciclagem do que já havia acontecido, resgatando elementos esquecidos para torna-los reconhecidos novamente. Um dos assuntos mais citados está ligado à sociedade de consumo, já que esta questão está sempre presente na vida da sociedade, por exemplo, a influência da moda dos anos 30, 40, 50 com a saia de cintura alta, que hoje é uma das tendências da moda e as leggins, direto dos anos 80 que também foram retomadas para a moda atual. Contudo, toda citação é um apanhado do significado passado com a sociedade atual.

E uma das definições que existe para essa reciclagem, chamamos de sampler, uma forma ampla da citação que utiliza uma parte ou um pedaço de uma música para criar outras novas, ou seja, é uma apropriação capaz de recontextualizar. Para ilustrar esse conceito, tomo como exemplo o rapper Kanye West que se apropriou de alguns trechos do rock progressivo do conjunto inglês King Crimson para compor seu repertório.

Kanye West – Power

King Crimson – 21st century schizoid man

  “Além de facilitar a composição a partir dos sons, o funcionamento do sampler sinaliza para a possibilidade de explorar a reutilização de materiais como técnica para produzir textos, imagens e música, e pode ser associado às diversas formas de colagem e apropriação produzidas na história da arte e da literatura.” (texto de Marcus Bastos,  “Cultura da reciclagem”).

Com isso a originalidade passa a ser apenas uma invenção da modernidade. Quer dizer, ser original sempre foi importante, porém, a originalidade mudou o seu conceito, quando passou a ser uma coisa encontrada facilmente, tendo como consequência à perda do seu valor de ser algo original, já que todos passaram a ter acesso facilitado. Portanto, para que criar algo novo se todo já conhece tudo? A saída é se apropriar e recriar a partir de tal.

Outra forma de reciclagem é o Maschup, um dos gêneros que ao mesmo tempo em que é inédito, carrega as características dos conteúdos originais. Na música é feito através da utilização de duas músicas diferentes, remixando-as, e criando assim uma terceira. O maschup representou uma grande virada do século XX, dispondo intimidade entre música e estilos totalmente diferentes. Na comunicação, apropria-se de duas ideias diferentes, para então criar uma terceira.

“No entorno do universo inaugurado pelo sampler, as práticas de reutilização, apropriação e reciclagem de mídias invertem o lugar do anônimo. Nesse contexto, reciclar é marca de uma sociedade em que o excesso e a velocidade interessam porque não são nossos.” (texto de Marcus Bastos, “Cultura da Reciclagem”).

Fontes: Texto de Marcus Bastos, Cultura da Reciclagem

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/05/novo-single-de-kanye-west-traz-sampler-de-king-crimson.html

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