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Archive for setembro \26\UTC 2010

A minha dica cultural da semana, na verdade, são duas. Conforme me foi proposto, preciso indicar uma música que foi indicada por algum colega em seu blog.

Então vamos à dica…

Escolhi o blog “Ideário Contemporâneo” do estudante de jornalismo, Luiz Carlos. Em sua dica da semana nos presentiou com “Aquarela do Brasil”, canção gostosa de ouvir e com um gingado bem brasileiro.

Esse sucesso foi composto por Ari Barroso, porém cantada por muitos artistas importantes na cultura brasileira e por toda a parte do mundo, inclusive recebeu uma letra em inglês, escrita por Frank Sinatra.

Abaixo todos podem conferir essa bela música e visitarem o “Ideário Contemporâneo”. Aproveitem!

http://ideariocontemporaneo.wordpress.com/

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Marcel Duchamp foi um artista revolucionário, o qual causou uma verdadeira mudança no âmbito artístico. Atráves do seu modo de vista, questionou o que realmente é uma arte e assim o rumo da concepção histórica transformou o significado de arte atual. Influenciou o dadaismo, o surrealismo, o expressionismo e dessa forma criadores desses movimentos se espelhavam e tinham como exemplo tudo o ele produzia. Pode-se dizer que tudo o que chamamos de arte contemporânea hoje, se deriva de alguma ideia dele.

Duchamp era muito além do comum, do bonito aos olhos de todos. Com suas obras, queria causar espanto a quem via e mostrar que havia algo novo, mas que não possuia a mesma função de apenas satisfazer o público como qualquer outra obra de arte, radicalizando assim o fazer artístico sofisticado e muito bem elaborado da época, em simples peças retiradas do comum, desaparecendo com o seu sentido real e sendo transformadas em grandes obras.

Ele nos deixou uma arte para ser interpretada, decifrada, reflexiva e não somente admirada.

Esse conceito de Duchamp é o ready made. Uma nova forma de fazer arte, de descrever e identificar uma obra. A passagem de um elemento da vida cotidiada, um objeto não reconhecido artisticamente, para o campo de artes é a nova maneira de criar,  ou seja, o ready made passa a transformar o fazer artístico em algo que exigisse mais o conceito e esses conceitos transpostos pelo artista. Deixa de ser aquela obra em que era necessário o trabalho manual, para simplesmente, conceituar àquilo que eles ditavam como arte.

Marcel Duchamp passou a usar materiais comuns como suas esculturas. E ao contrário de outros, apenas tirava algo do senso comum e os exibia como arte, colocando-as em lugares importantes (museu, galeria), fazendo com que apesar da estranheza, as pessoas assimilassem o objeto à arte pelo local em que se encontrara, como por exemplo a obra Fonte. Duchamp retira um urinol de sua utilidade normal e o coloca em um museu. Há quem vê semelhança a um corpo feminino, assim tendo em mente uma analogia do membro masculino urinando sobre o “corpo feminino”. Porém, ninguém entendeu por que aquele mictório estava ali sendo chamado de arte.

Para Duchamp, não tem mais valor belas paisagens ou ser um artista reconhecido, mas sim algo que pudesse estimular reações nas pessoas. O artista e arte tomam dimensões diferentes com este novo modelo de criar.

Sem nenhuma outra regra de arte, ele renova o que a sociedade está acostumada a ver e oferece sua obra crítica para ser questionada. A sua influência na arte moderna, molda e amplia a ideia de arte, abre o leque para todos os que querem expor seus desejos e vontades independente de ser bonito ou não, com intuito apenas de gerar questionamentos.

Vamos deixar florescer o Duchamp que há em nós…

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Dica de Duke

Como eu nunca tinha ouvido falar desse artista, fui compulsivamente ao youtube procurar alguns videos para conhece-lo. Dentre muitas canções, a que mais me interessou foi a “Rockin’ in Rhythm”. Simplesmente adorei a melodia.

Afastem o sofá e vamos dançar!

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Um dos artistas musicais mais completos, foi um grande maestro, pianista e compositor de uma obra com mais de 3 mil músicas escritas.

Nascido em 19 de abril de 1899, em Washington, Edward Kennedy Ellington mais tarde receberia o apelido de Duke (duque) de um amigo de infância, por sua maneira de se vestir. Apenas as olheiras enormes chamavam a atençaõ, resultado do hábito de dormir o mínimo necessário. Segundo a sua biografia no site Uol Educação “Tinha medo de que sonhar lhe retirasse algumas idéias que usaria em canções.”

Filho de um casal pertencente à classe média negra, Ellington teve uma infância tranqüila. Seu pai era mordomo na Casa Branca e sua mãe o mimava bastante. Começou a estudar piano, aos sete anos, incentivado pela mãe, que mesmo nos períodos mais difíceis mantinha suas aulas. Ellington não demonstrou grande interesse pelo instrumento até os treze anos, quando conheceu, em uma viagem com sua mãe a Atlantic City, o pianista Harvey Brooks, que lhe mostrou atalhos e ensinou alguns “truques”.

Dirigiu orquestras e fez arranjos de obras dos grandes clássicos, como Mozart, Schubert, Bach, e Brahms. Mas o jazz foi o que ele decidiu seguir. Não mudou o seu estilo, embora tenha visto nascer diversas correntes durante sua carreira, como o bebop, o free, e o jazz-rock.

Em sua carreira, gravou com os grandes nomes do jazz: Count Basie, Dizzy Gillespie, Tommy Dorsey, Joe Pass, Frank Sinatra, Louis Armstrong, Coleman Hawkins, Charles Mingus, Max Roach, John Coltrane, Jimmy Rushing, Mahalia Jackson, Charlie Barnet, Ella Fitzgerald, Alice Babs, Jimmy Jones, Les Spann, Ray Brown e Rosemary Clooney.

Nos anos 1920, mudou-se para Nova York, onde viveu sua fase mais importante. Os concertos no Carnegie Hall foram memoráveis, em especial a suíte “Black, Brown and Beige”, de 1943, inspirada na história da América negra.

Boa parte de suas mais famosas composições foi construída a partir de melodias improvisadas pelos seus músicos. Entre suas obras destacam-se quatro álbuns feitos com a colaboração de seus melhores solistas: “The Blanton – Webster Band”, “Black, Brwon and Beige” e “The Duke’s Men”.

A música de Duke Ellington foi uma das maiores influências no jazz desde a década de 1920 até à de 1960. Ainda hoje suas obras têm influência apreciável e é, por isso, considerado o maior compositor de jazz americano de todos os tempos. Entre os seus muitos êxitos encontram-se “Take the A Train” (letra e música por Billy Strayhorn), “Satin Doll”, “Rockin’ in Rhythm”, “Mood Indigo”, “Caravan”, “Sophisticated Lady”, e “It Don’t Mean a Thing (If It Ain’t Got that Swing)”.

As homenagens a Duke Ellington são inúmeras. Recebeu a medalha da Legião de Honra do governo francês, a Medalha Presidencial da Liberdade do presidente norte-americano, foi o primeiro músico de jazz a entrar para a Academia Real de Música de Estocolmo. Recebeu também título nas mais importantes universidades do mundo.

 A orquestra veio ao Brasil, em 1968 e 1971. Além dos concertos sacros, fez nesse período as trilhas dos filmes “Anatomia de um Crime” e “Paris Blues”. Quando se preparava para a festa de 75 anos foi hospitalizado com câncer e seu estado de saúde se agravou. Um mês depois veio a falecer.

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Alegria, alegria pessoas

A minha Dica da Semana é a música Alegria, alegria de Caetano Veloso. Foi escrita e cantada, em novembro de 1967.  Ajudou a criar o estilo da MPB e transformou a expressão artística em um hemisfério de crítica social político.

Cantada no auge da Ditadura Militar, relatava a opressão vivida e sofrida pela população, o controle e censura dos meios de comunicação, nas ruas e o direito do cidadão de exercer seu papel em seu próprio país. Essa música é uma denúncia do abuso de poder daquele regime.

 Alegria, alegria, chegou a ser tema de novela da Rede Globo na década de 80.

Voltemos as “anos de chumbo” para ouvir, desta vez, sem nenhuma censura, Alegria, alegria.

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O assunto inaugural do blog está relacionado à Franz Kafka. Artista que foi marcado por escrever personagens que sofriam conflitos existenciais, esses comparados com os homens de hoje. Através da escrita, projetava sua vida aos personagens, nos quais transpassava os seus medos, angústias, inquietações.

No conto “Um artista da fome”, de 1922, Kafka relata a vida de um homem que tinha como arte o jejum. Esse era sinônimo de diversão. Ficava exposto como uma bela obra de arte apreciada por todos. Tratava-se de um faquir (pessoas que submetem-se a feitos de resitência por alguma causa e esse homem do conto por não encontrar alimento que o satisfizesse, jejuou por muitos e muitos anos até a morte). Essa era a ocupação popular, uma rotina super importante. Todos acompanhavam essa arte. Porém, certa vez o jejuador se viu abandonado pelo seu público, que preferiram acompanhar outros espetáculos, conferir a novidade. O que era interessante, se tornou banal. Acompanhar o jejum de uma pessoa não tinha mais importância, não traria diversão, como por exemplo, assistir a um espetáculo de circo.

A tecnologia está super avançada e assim como uma criança, que depois de um tempo se cansa de um brinquedo novo,  nós de um jeito ou de outro, iremos nos cansar de tudo o que é indispensável hoje. As pessoas são as mesmas, porém regidas por uma sociedade que sofre inúmeras modificações a todo momento e dessa forma impõe o que deve ser seguido.

Vivemos num grande ciclo onde se cria e se modifica tudo freneticamente!

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Que responsabilidade isso aqui hein… Pra mim sempre foi um grande desafio ter um blog. Ficava com medo de escrever bobeira, escrever errado e o que não devia. Mas agora, graças à faculdade, mas especificamente a matéria de História da Arte, essa conduzida pelo professor Erly, terei um. Não pra falar como foi meu dia, o que estou fazendo de novo, se briguei com o namorado, e por ai vai. Este blog será nossa avaliação. Sim, não teremos prova escrita, vai ser tudo por aqui mesmo! Adorei a ideia e sei que vou ganhar muito conhecimento e nós cresceremos juntos!

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